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sexta-feira, 6 de março de 2015

Quando confundimos Amor com Dependência

A dependência emocional é um problema muito comum mas ainda bastante desconhecido. 
Podemos defini-la como uma “necessidade extrema de receber amor e afeto, normalmente em relações afetivas, de modo que a própria vida gira em torno de outra pessoa”.

O perfil de um dependente emocional pode caracterizar-se por uma baixa autoestima, caráter submisso, que não concebe a solidão na sua vida e que anseia estar ao lado de alguém que tenha idealizado, de maneira que vive por e para essa pessoa.
Por outro lado, a personalidade do parceiro do dependente emocional é habitualmente a oposta: uma personalidade segura de si mesma, egocêntrica, dominante e pouco afetuosa.

Este tipo de pessoas, por sua vez, encontram o seu complemento perfeito nos dependentes emocionais.
Esta personalidade não é escolhida ao acaso pela pessoa dependente, uma vez que são características da personalidade que a atraem e as quais idealizou, já que carece delas. São relações baseadas na submissão, idealização, terror da rejeição e abandono.

A origem poderá estar numa infância de carências afetivas por parte da família de origem, meio social ou ambas, do dependente emocional.
Não estão habituados a ser realmente queridos, apreciados.

Sintomas da dependência emocional
  • Necessidade de estar acompanhado, não tolera a solidão;
  • Amplo historial de relações afetivas, normalmente umas seguidas às outras;
  • Baixa autoestima, é uma pessoa que não se quer bem e que necessita da aprovação e carinho constantes dos demais, especialmente do parceiro;
  • Não sabe dizer “não” para agradar ao outro;
  • Põe a sua relação acima de tudo (família, amigos, lazer) incluindo de si mesmo;
  • Deseja estar em contato permanente com o parceiro, seja fisicamente, através de telemóvel ou internet, etc.

Se a relação termina, o dependente começa a padecer de angústia, desespero, não pára de chorar, quer morrer, não pára de falar no tema. 
Para que o sofrimento da pessoa dependente desapareça podem ocorrer duas coisas:
  • O ex-parceiro aproxima-se para reatar a relação ou dá certas esperanças que tal aconteça;
  • Aparece outra pessoa de perfil similar que termina com o sofrimento, começando novamente o ciclo vicioso. Em verdade, é como se estivesse enamorado da relação e não da pessoa.

Qual é o tratamento da dependência emocional?
O tratamento consiste na aceitação do problema, reconhecendo a forma inadequada de se relacionar afetivamente com o seu par, tentando encontrar uma lógica para compreender o motivo da sua conduta. Procurar-se-á aumentar a sua autoestima e, mediante terapia cognitivo-comportamental, restruturará a forma patológica de se relacionar. É um processo terapêutico que, na maioria dos casos e com uma atitude positiva do paciente, tem resultados positivos.


Lúcia Moreno, Psicóloga


quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Autoestima: 12 de março de 2015

"Perguntas-me qual foi o meu progresso? 
Comecei a ser amigo de mim mesmo."

(Séneca)






Grupo direcionado a todas as pessoas interessadas em melhorar o seu desenvolvimento pessoal.


Objetivos
- Definir o conceito de Autoestima;
- Tomar consciência do processo de criação da autoimagem;
- Detetar erros de pensamento em que se baseiam as ações inadequadas; 
- Encontrar novas maneiras de atuar (de forma mais adequada);
- Colocá-las em prática;
- Solucionar problemas de relação consigo e com os demais. 


Metodologia
- Dinâmica de grupo (grupo de 7 a 10 pessoas, orientado por um coordenador);
- Realização de questionários;
- Documentos de estudo para trabalhar em casa, durante a semana, tendo por base exercícios de aprofundamento. 


Duração
O curso consiste em 9 sessões semanais de 2 horas cada.



Local e Horário
Sede do Telefone da Esperança, quintas-feiras às 19 horas, com início a 12 de março.





Contribuição
20€/pessoa 





Inscrição
1. Preencha o formulário online;
2. Faça a transferência bancária para o NIB 0010 0000 41841920001 06 (BPI);
3. Envie a respetiva cópia do comprovativo de pagamento para
 formacao@telefonedaesperanca.pt.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Do outro lado do medo, está o Amor. Descobre-o em Ti!




Acaso as árvores deprimem quando as folhas se desprendem delas? Que seria de uma árvore assim? Que seria da floresta?

Deixar ir, libertar o que necessita de ser renovado e aguardar  num recolhimento tranquilo e transformador, para que se possa reflorescer de novo e expressar-se de uma forma subtil e majestosa, simultaneamente -  isso é a vida e somos nós.

Somos seres capazes de feitos extraordinários para com tudo na vida, desde que estejamos conscientes disso e tenhamos a confiança interna nas nossas capacidades e potencialidades.



Há períodos e momentos em que, como a árvore no outono, deveríamos ser capazes de deixar cair e libertar de nós e em nós, aquilo que por vezes se quer desprender e por outro lado aquilo que já nos pesa. Nos pressiona. Nos bloqueia e amarra.

A (De)pressão, é isso mesmo - uma pressão constante.


A depressão está presente em muitas perturbações emocionais e psicológicas e relaciona-se também com a ansiedade, pânico, medos e fobias.

A depressão pode ser incapacitante na construção de relacionamentos sociais positivos, espontâneos e mais ou menos duradouros.

A depressão não escolhe idades, estando presente desde a infância passando pela adolescência e idade adulta.

De uma forma sucinta podemos definir os principais sinais e sintomas da Depressão:
  • Humor depressivo (tristeza ou melancolia);
  • Apatia, fraqueza e desânimo;
  • Irritabilidade e agressividade;
  • Alterações de sono e apetite;
  • Isolamento;
  • Falta de investimento libidinal em si e nos outros e de interesse por qualquer atividade;
  • Prejuízo no funcionamento psicológico, social e laboral;
  • Pensamentos negativos e, às vezes, desejo de morrer.

Pressão realizada, muitas vezes, por nós mesmos. Também pelo externo a nós e pelos outros, no trabalho, na família, nos amigos, comunidade, redes sociais, televisão, vizinhos.



Há momentos que consideramos especiais como um aniversário, uma data festiva, o Natal e outras datas que são significativas e se tornam ‘pesadas’ quando estamos mais fragilizados. Há momentos de ‘viragem’ de página, como a distância de uma pessoa, o fim de uma relação, o fim de uma carreira – tudo são momentos que nos tornam mais especiais se conseguirmos descobrir neles uma janela que abre para uma vista diferente, um percurso diferente, uma caminhada nova.

Nem sempre temos essa ‘força interior’ e por isso é importante que peça ajuda, sempre que necessite.



Focamos-nos em corresponder às expectativas dos outros como se isso fosse capaz de preencher parte de nós. Somos nós que criamos a nossa realidade e como tal sabotamos a nossa felicidade – mesmo que inconscientemente, por isso peça ajuda!

Somos nós os principais responsáveis em colocar (de)pressão, amarras e expectativas. Pela educação, pelas tradições e crenças limitadoras que absorvemos.
Ser capaz de respeitar a nossa natureza, as nossas prioridades, sensações, emoções e não avaliar, não julgar, não esperar nada dá-nos um sentimento de libertação e amor próprio.





Nada se opõe a nada. Não resista. Não lute.

Integre, Compreenda e Aceite – por isso Transforme!

A morte não supõe a derrota da vida e a doença traduz-se apenas na falta de um diálogo harmonioso entre a alma e o corpo.

Que cada caminhada seja única e especial, repleta de Esperança e certeza incondicional que o sol nasce para todos nós a cada dia.




Abraços Natalícios. 

Autora
Rita Afonso, psicóloga.


domingo, 9 de fevereiro de 2014

Tertúlia "Os nossos Relacionamentos Amorosos" - 13 de fevereiro




"...Quando menos esperava, sai esta pergunta: - Para si, o que é a traição? Dei alguns significados inócuos, bebidos nos dicionários e na vida do dia a dia. Mas ela insiste: - Para si, de sua experiência, o que é uma traição? Aí eu tive mais dificuldade em traduzir-me em tantas traições que já experimentei. Umas reais e outras imaginárias. Traições para com os outros e para comigo próprio."





O Homem nasce do Amor e para o Amor e são tantas as pessoas que sofrem porque não se entendem nas relações de Amor. 
Todos andamos à procura do Outro mas pouco dispostos a tornarmo-nos pessoas bonitas.


"Falar sobre as nossas convicções pode ajudar-nos a ver que muitas delas estão viciadas. Talvez inconscientemente, mas viciadas - porque fora do real. Falar sobre os nossos sentimentos honestos arruma-nos por dentro e facilita as relações interpessoais construtivas."


(texto da autoria do facilitador)



Facilitador: Sr. Dr. Abel Magalhães

Data e hora: quinta-feira, dia 13 de fevereiro, pelas 21h.

Local: sede do Telefone da Esperança

sexta-feira, 10 de junho de 2011

10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades

431 anos sobre o dia da morte de Camões, a sua poesia ainda nos oferece pérolas de reflexão, encanto e sabedoria. Saiba Portugal continuar a inspirar poetas e a desenvolver os belíssimos dons das suas gentes.

Luis Vaz de Camões, retratado por José Malhoa

Verdade, Amor, Razão, Merecimento
Qualquer alma farão segura e forte,
Porém Fortuna, Caso, Tempo e Sorte
Têm do confuso mundo o regimento.

Efeitos mil revolve o pensamento,
E não sabe a que causa se reporte,
Mas sabe que o que é mais que vida e morte,
Que não o alcança o humano entendimento.

Doutos varões darão razões subidas,
Mas são experiências mais provadas
E por isso é melhor ter muito visto.

Cousas há i que passam sem ser cridas
E cousas cridas há, sem ser passadas;
Mas o melhor de tudo é crer em Cristo.


Luis Vaz de Camões