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terça-feira, 10 de março de 2015

A dependência emocional


A dependência emocional é um estado psicológico que se manifesta nas relações sociais. Essas relações caracterizam-se por ser instáveis, destrutivas e marcadas por um forte desequilíbrio, onde o dependente se submete e idealiza o outro. Neste texto debruçar-nos-emos sobre a dependência emocional em casal.

Para a pessoa dependente, esta situação afeta negativamente a sua autoestima e a sua saúde física e mental. Mas, apesar do desconforto e sofrimento que a relação lhe causa, sente-se incapaz de terminar o relacionamento.

Quais são as características de uma pessoa dependente?
  • Baixa autoestima
  • Medo da solidão
  • Estado de ânimo disfórico (pensamentos e sentimentos negativos)
  • Coloca o seu parceiro sobre todas as coisas
  • Escolhe frequentemente parceiros egoístas, pretensiosos e hostis
  • Necessidade de contacto contínuo com o parceiro
  • Abnegação (renúncia a si mesmo com o objetivo de agradar)
  • Pretende exclusividade
  • Necessidade de agradar (preocupado com a crítica ou rejeição)
  • Défice de competências sociais (baixa assertividade)
  • Ocupa um papel inferior na relação (às vezes sucede o contrário)
A dependência emocional torna-se um problema quando a pessoa procura preencher o vazio da sua vida com o seu parceiro ou com vários parceiros sucessivos; quando deixa de ter objetivos e concentra-se única e exclusivamente na relação.

A dependência emocional assume várias designações de acordo com a literatura científica e de auto-ajuda (apego emocional, dependência de amor, dependência sentimental ou afetiva, distúrbio de personalidade dependente, ...). Mas, mais do que a respetiva nomenclatura, o que nos interessa é a forma como suprimir ou atenuar a dependência emocional. Se o que pretende é evitá-la e não chegar ao extremo descrito anteriormente, Antoni Martínez proporciona-nos  três chaves no seu blogue "Psicologia Positiva".

Eis as chaves para superar a dependência emocional:

  • Reconhecer o problema para melhorar a sua qualidade de vida
  • Fazer uma lista das coisas que o prejudicaram ou fez pelo seu parceiro (tomará consciência do sofrimento a que esteve exposto)
  • Aumentar a sua autoestima
  • Aprender a ficar sozinho
  • Potenciar a sua autonomia
  • Não negligenciar os seus amigos, relações de amizade
  • Tomar as suas próprias decisões


Mª Pilar Ferre Ribera 


sexta-feira, 6 de março de 2015

Quando confundimos Amor com Dependência

A dependência emocional é um problema muito comum mas ainda bastante desconhecido. 
Podemos defini-la como uma “necessidade extrema de receber amor e afeto, normalmente em relações afetivas, de modo que a própria vida gira em torno de outra pessoa”.

O perfil de um dependente emocional pode caracterizar-se por uma baixa autoestima, caráter submisso, que não concebe a solidão na sua vida e que anseia estar ao lado de alguém que tenha idealizado, de maneira que vive por e para essa pessoa.
Por outro lado, a personalidade do parceiro do dependente emocional é habitualmente a oposta: uma personalidade segura de si mesma, egocêntrica, dominante e pouco afetuosa.

Este tipo de pessoas, por sua vez, encontram o seu complemento perfeito nos dependentes emocionais.
Esta personalidade não é escolhida ao acaso pela pessoa dependente, uma vez que são características da personalidade que a atraem e as quais idealizou, já que carece delas. São relações baseadas na submissão, idealização, terror da rejeição e abandono.

A origem poderá estar numa infância de carências afetivas por parte da família de origem, meio social ou ambas, do dependente emocional.
Não estão habituados a ser realmente queridos, apreciados.

Sintomas da dependência emocional
  • Necessidade de estar acompanhado, não tolera a solidão;
  • Amplo historial de relações afetivas, normalmente umas seguidas às outras;
  • Baixa autoestima, é uma pessoa que não se quer bem e que necessita da aprovação e carinho constantes dos demais, especialmente do parceiro;
  • Não sabe dizer “não” para agradar ao outro;
  • Põe a sua relação acima de tudo (família, amigos, lazer) incluindo de si mesmo;
  • Deseja estar em contato permanente com o parceiro, seja fisicamente, através de telemóvel ou internet, etc.

Se a relação termina, o dependente começa a padecer de angústia, desespero, não pára de chorar, quer morrer, não pára de falar no tema. 
Para que o sofrimento da pessoa dependente desapareça podem ocorrer duas coisas:
  • O ex-parceiro aproxima-se para reatar a relação ou dá certas esperanças que tal aconteça;
  • Aparece outra pessoa de perfil similar que termina com o sofrimento, começando novamente o ciclo vicioso. Em verdade, é como se estivesse enamorado da relação e não da pessoa.

Qual é o tratamento da dependência emocional?
O tratamento consiste na aceitação do problema, reconhecendo a forma inadequada de se relacionar afetivamente com o seu par, tentando encontrar uma lógica para compreender o motivo da sua conduta. Procurar-se-á aumentar a sua autoestima e, mediante terapia cognitivo-comportamental, restruturará a forma patológica de se relacionar. É um processo terapêutico que, na maioria dos casos e com uma atitude positiva do paciente, tem resultados positivos.


Lúcia Moreno, Psicóloga