Por lá passaram pelo menos 33 pessoas. Rimos; partilhámos sentimentos, pensamentos e o farnel;
Os pequeninos surprenderam-nos com a sua interacção...
Nos dias 10/11 e 16/17 de Julho de 2010, realizaram-se, na sede do Telefone da Esperança Portugal, e sob a orientação de Abel Magalhães, as primeiras jornadas "Toques - Fonte de vida", dedicadas à importância do estímulos de vida e dos reforços positivos na construção da saúde emocional e das boas relações interpessoais.

A música popular foi o recurso de que nos servimos para melhor compreender e interiorizar os conteúdos.

O T.E. passo a passo, vai fazendo caminho... !
Oito dias depois da nossa Festa que, de 4 a 7, foi decorrendo na Estação de S. Bento e, no dia 7 à noite, culminou com o Jantar na nossa Sede, esta Direcção não pode deixar de salientar, louvar e agradecer a generosidade e a requintada competência com que o T.E. se apresentou.
2 mesas que não faziam nada má figura naquele conjunto da Arca de Natal, uma organização do Porto Social, da CMP.
3 Momentos de Animação que nos foram confiados estiveram de tal modo à altura do momento e foram tão bem conseguidos que, graças à sábia interacção do "Santi Mani" e "Os Rebuçadinhos de Sermonde", o T.E. saiu reforçado.
Já na Sede, aquela Decoração Geral (e as mesas , em particular) com aquele Jantar de requinte de cooperações, tudo ajudou a criar aquele especial ambiente de Qualidade do Serviço e de Alegria do Encontro que ali todos vivenciamos.
Foi mesmo uma Festa da Alegria de sermos T.E.
Uma Festa que, tendo começado às 20, teimava em ir para além das 24h - tal o entusiasmo das Danças Circulares, dos poemas declamados e do mais desse "BOM" que cada um traz dentro, sempre pronto a revelar-se - se lhe dermos acolhida. Alguém salientou este aspecto e partilhou-o assim - Não deixem de culivar esta Alegria, esta boa disposição, este gosto de partilhar que aqui se respira. Pelas muitas instituições por onde tenho passado não se encontra esta Alegria, este orgulho de Pertença a um Grupo.
A vitalidade de uma Organização está uito dependente do grau de "conhecimento prático" que cada um dos seus membros tem da missão da organização, dos seus objectivos pontualizados e das tarefas que a cada um competem. Daí a importância de, periodicamente, revisitarmos estes nossos "conhecimentos".
É da máxima conveniência que cada um de nós - “companheiros desta luta” – saiba dizer-se-nos, o mais concreto e inteligível que for capaz, o que é o TE, o que já faz, mais o que sonha fazer – porque lhe compete para cumprir-se. Só assim poderemos ser mais úteis e eficazes na AJUDA que queremos ser uns para os outros - como PESSOAS que, quando menos esperam, podem “entrar em crise”...
(Não esquecer: Toda a crise implica um ataque de cegueira emocional que impede a pessoa afectada de ver o território para além do seu próprio mapa. Por isso é que uma pessoa em crise precisa sempre de alguém, de coração e mente abertos, que a AJUDE a ver mais longe...). Assim, resumidamente, temos:
MISSÃO do T.E. = Prestar Ajuda, servir de apoio à Pessoa em crise.
OBJECTIVOS pontualizados para o triénio 2009 / 2011: Aumentar o horário de abertura ao público; alargar o número de cursos de Auto-Ajuda e intensificar o trabalho de preparação dos Agentes de Ajuda (formação das pessoas, apoio logístico) para que, no atendimento prestado (telefónico e/ou presencial), sempre NOS REVELEMOS aptos para “crescer ajudando” e “ajudar crescendo” – num desafio permanente a uma crescente Qualidade de Vida do Agente de Ajuda e da pessoa que entrou em crise…
TAREFAS = o que cada um, muito em concreto, já está a fazer e/ou mais pode inventar para que o PRO+jecto vá para a frente – porque acredita nele.
Dentro desta linha, cada um precisa de repetir-se-nos: “Todos aqueles que se dispõem para ajudar uma pessoa em crise precisam de rever periodicamente o seu conceito de PESSOA e o seu conceito de AJUDA”.
O T.E. encara a PESSOA como um “Ser-em-Relação”, Ser-de-Projecto - a construir(-se) / formar(-se) permanentemente para que o seu “mundo de relações” seja evolutivamente construtivo. Isto é, vemos a PESSOA como um ser capaz de resolver os seus problemas pessoais e ainda poder ajudar para que outros se juntem a si em busca de uma vida que sempre seja mais vida e vida em abundância. O conceito de AJUDA que preside ao T.E. assenta no facto, cientificamente comprovado, de que, “por muito que o Agente de Ajuda possa fazer, nunca haverá mudanças que perdurem enquanto o Ajudando não fizer os 50% do trabalho que só ele mesmo pode fazer”.
A mesa da presidência estava composta pelos cinco elementos que, pontualmente, representavam: A Câmara Municipal, a Diocese, o presidente do Centro TE de Badajoz (que monitorou todo o processo formativo deste novo centro, em Portugal), o presidente local e, finalmente, o presidente internacional que presidiu a esta sessão inaugural.
Na alocução que proferiu, o presidente internacional, Jesus Madrid, salientando a especificidade do TE como Agente de Ajuda, fez uma elucidativa análise deste homem em crise tão característico da actualidade - por falta de saúde emocional. O TE tem sobretudo uma missão / função profilática - alertar e cuidar desta peste do nosso tempo que está, subtilmente, a contaminar os menos vigilantes.
Como surpresa agradável que, novamente, criou na sala aquele silêncio que as almas grandes sabem saborear, um amigo do T.E. - o Gaspar Santos - brindou-nos com um solo de violino que arrancou de cada um dos presentes uma onda de aplausos que ecoa ainda nos nossos ouvidos.
O corte da fita foi o culminar deste Acto Inaugural, como que a dizer a todos os presentes e/ou ausentes: a partir de agora, o Telefone da Esperança já toca em Portugal.
A sala levantou-se, aplaudiu e, portugueses e espanhóis, balanceando de braços no ar, cantaram juntos Um Milhão de Amigos. Era a expressão viva do sonho TE... levar um canto amigo a qualquer amigo que precisar...
Após um saboroso almoço com Tripas à Moda do Porto houve quem fosse visitar a Sede do T. E. e poosteriormente hove uma sessão de folclore dançada e cantada pela Academia de Danças e Cantares do Norte de Portugal.