sábado, 21 de maio de 2011

Combater a Dependência Afectiva

Juan Sanchez, presidente do Telefone da Esperança de Málaga, aborda o tema da Dependência Afectiva.



Nota: Se a dependência afectiva é um problema/desafio pessoal que enfrenta, saiba que podemos ajudar.  Inscreva-se no curso de autonomia afectiva que vamos realizar este mês, no Porto. Para mais informações consulte aqui a informação relativa ao curso e/ou contacte-nos.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

18 de Junho - Tarde Eutrapélica: Biodanzar a Vida!


Biodanza é tomar nas suas mãos o controlo da própria Vida! Dançar a Vida em toda a sua plenitude, através de vivências que induzem o encontro com a saúde e o bem-estar (vitalidade), o prazer de viver (sexualidade), a expressão das suas capacidades (criatividade), o vínculo com o outro (afectividade) e com a Natureza e o Cosmos (transcedência).

Como o fazemos? Durante uma hora e meia dançamos, em grupo e individualmente, exercícios propostos por um facilitador com a finalidade de integrar progressivamente estes potenciais e dessa forma alcançar uma condição de vida mais saudável e integrada.

Ainda com dúvidas? Então, melhor mesmo é experimentar, porque a Vida não se conta, não se explica, não se percebe. A Vida sente-se, vivencia-se, incorpora-se, integra-se. E, por vezes, gostamos, outras não... mas só depois da vivência o poderemos saber... porque esperas?

Data: No dia 18 de Junho (das 15 às 18 horas)
Local: Sede do Telefone da Esperança Porto - Rua Duque de Loulé, nº 98, Porto
Facilitadora: Ana Maria Silva
Mais informações: Manuela Cardoso (918242206/960019471)

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pessoas Estrelas e Pessoas Cometas

Dedicamos este texto a um amigo muito especial (e um dos principais impulsionadores) do Telefone da Esperança Portugal, Teo Martin, no seu aniversário. Obrigado, Teo, por seres Estrela nas nossas vidas, e muitos parabéns!!!


"Há pessoas estrelas; há pessoas cometas.

Os cometas passam. Apenas são lembrados pelas datas que passam e retornam. As estrelas permanecem. Os cometas desaparecem.

Há muita gente cometa. Passam pela vida da gente apenas por instantes, gente que não prende ninguém e a ninguém se prende. Gente sem amigos. Gente que passa pela vida sem iluminar, sem aquecer, sem marcar presença.

Há muita gente cometa. Assim são muitos e muitos artistas. Brilham apenas por instantes nos palcos da vida. E com a mesma rapidez com que aparecem, também desaparecem.

Assim são muitos reis e rainhas de todos os tipos. Reis de nações, rainhas de clubes ou concurso de beleza. Assim são pessoas que vivem numa mesma família e que passam pelo outro sem serem presença.

Importante é ser estrela. Estar presente. Marcar presença. Estar junto. Ser luz. Ser calor. Ser vida.

Amigo é estrela. Podem passar os anos, podem surgir distâncias, mas a marca fica no coração. Coração que não quer enamorar-se de cometas que apenas atraem olhares passageiros. E muitos são cometas por um momento. Passam, a gente bate palma e desaparecem.

Ser cometa é não ser amigo. É ser companheiro por instantes. É explorar sentimentos. É ser aproveitador das pessoas e das situações. É fazer acreditar e desacreditar ao mesmo tempo.

A solidão de muitas pessoas é conseqüência de que não podem contar com ninguém. A solidão é resultado de uma vida cometa. Ninguém fica todos passam. E a gente também passa pelos outros.

Há necessidade de criar um mundo de estrelas. Todos os dias poder vê-las e senti-las. Todos os dias poder contar com elas. Todos os dias ver sua luz e calor.

Assim são os amigos. Estrelas na vida da gente. Pode-se contar com eles. Eles são uma presença. São aragem nos momentos de tensão. São luz nos momentos escuros. São pão nos momentos de fraqueza. São segurança nos momentos de desânimo.

Olhando os cometas é bom não sentir-se como eles. Nem desejar-se prender-se em sua cauda. Olhando os cometas é bom sentir-se estrela. Marcar presença. Ter vivido e construído uma história pessoal. Ter sido luz para muitos amigos. Ter sido calor para muitos amigos. Ter sido calor para muitos corações.

Ser estrela neste mundo passageiro, neste mundo cheio de pessoas cometas, é um desafio, mas acima de tudo uma recompensa: É NASCER E TER VIVIDO E NÃO APENAS EXISTIDO. "

(Autor desconhecido)

terça-feira, 26 de abril de 2011

Requisitos para se ser Voluntário do Telefone da Esperança


O texto que se segue é da autoria da redacção do blogue do centro do Telefone da Esperança de Castela e  León (Espanha), em resposta à mensagem de um amigo que se propunha a fazer parte da família de telefone da Esperança e perguntava quais os requisitos necessários...

Consideramos estas palavras dignas de serem lidas e degustadas por cada um dos nossos voluntários, amigos, ou por cada pessoa que quer descobrir o que é ser voluntário do Telefone da Esperança. Para conhecer o texto original em Espanhol, clique aqui.

Para ser voluntário [no Telefone da Esperança], é saudável:

  1. QUERER. Algo como uma declaração de amor. "Sim, quero". Sem isso, tudo o resto não funciona.
  2. FORMAR-SE. Para jogar esta partida, tem que dedicar algum tempo ao aquecimento: cursos, workshops, actividades em grupo, etc. Não se esqueça, amigo blogueiro, que este jogo é importante e você não pode ir jogá-lo sem antes ter alguns músculos emocionais preparados e flexíveis. Tem que se formar.
  3. SABER QUE NÃO VAI SALVAR NINGUÉM. Esta é uma equipa em que ninguém salva ninguém. Se pretende salvar alguém, faça um tour pela cidade, visite os centros de emprego e abrigos nocturnos, e depois volte. Se continuar a querer assumir-se como um salvador, escolheu  o lugar errado.
  4. ESCUTAR. Você não é o mestre de nada nem de ninguém nem tem qualquer varinha mágica para que as pessoas saiam do buraco. Nem sabe o que cada pessoa necessita, ou achava que sim? Mas você tem uma arma valiosa, capaz de penetrar a pessoa mais blindada: a sua capacidade de escutar.
  5. O AMOR. O voluntariado é uma questão de amor, paixão e loucura. Se você não tiver amor, ternura, se não souber abraçar, beijar,  acompanhar, acolher, vá-se embora. Este não é o seu lugar. Aqui, só há lugar para as pessoas que amam o que fazem, pessoas que ficam boquiabertas com a dor dos outros, pessoas que estão dispostas a abraçar as dores e tristezas dos outros. Quem se emociona, chora, enraivece e grita, quando a solidão, tristeza e a amargura marcam o seu número de telefone. 
  6. ACREDITAR. Se você vier com lamentos, com denúncias, com a crítica destrutiva, fique em casa. Não se incomode. Na Casa da Esperança precisamos de homens e mulheres ousados, corajosos, alegres, tranquilos, com energia positiva que emana ao seu redor. Não esqueça que nadará em águas frias, tristes, desesperadas, angustiadas, contaminadas.
  7. SER EGOÍSTA. Precisamos de pessoas egoístas, que pensem em si e não esqueçam os seus próprios desejos e necessidades de amar, de pintar o coração de compaixão e empatia. Essas pessoas sabem que o tempo gasto com os outros, oferecendo os seus melhores valores, será o melhor - receberão prémios no seu quotidiano e acontecerão surpresas muito agradáveis. O egoísmo do voluntário é receber de Deus muito mais do que é o seu contributo.
  8. ESTAR A FAZER CAMINHOOs voluntários não são pessoas que tenham atingido a meta ou sejam pessoas perfeitas. Estão a caminho. Às vezes enganam-se, às vezes desorientam-se e permanecem adormecidos. Mas continuam, continuam, sabem que estão em construção, que a sua obra pessoal não está terminada, que o seu cântaro ainda não está totalmente cozido.
  9. SABER QUE NÃO ESTÁ SÓ. O importante é avançar em companhia, ao lado de outros,  juntamente com o seu suor, as suas lágrimas, os seus sorrisos e os seus passos. Somos um grupo que pretende ser familia, cúmplices, companheiros de utopias e de sonhos: fazer uma terra mais feliz, homens e mulheres mais humanos.
Esperamos, amigo, não ter decepcionado as suas expectativas e logo, logo, vê-lo ao nosso lado no caminho da esperança.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tarde Eutrapélica - Danças Circulares Sagradas


É com muito gosto que voltaremos a ter connosco a nossa amiga Ilídia Queirós, que nos abençoará com uma tarde de dança em círculo, uma proposta maravilhosa que nos leva a vivenciar a nossa essência individual num contexto amoroso de grupo. Ao som das mais belas melodias.
Este é um momento a cuja participação, gratuita, convidamos todos. Sim, é para si também!
Lembre-se: dia 14 de Maio, das 15H30 às 16H00.

Para mais informações, é favor contactar: 918242206/960019471 (Manuela Cardoso)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Curso de Autonomia Afectiva em 27, 28 e 29 de Maio


Após o sucesso da última acção do Curso de Autonomia Afectiva, e tendo as manifestações de interesse de participação ultrapassado o número de vagas, vimos cumprir o prometido. Está agendada para os dias 27, 28 e 29 de Maio a próxima edição do curso.

Sobre o curso:

A Autonomia afectiva abre-nos as portas do amor saudável, maduro, independente, e baseado no respeito próprio e mútuo. Amarmo-nos e cuidarmos de nós da melhor forma,  é a única forma de evitarmos tornarmo-nos reféns da dependência afectiva.

O curso de Autonomia Afectiva do Telefone da Esperança ajudá-lo(a)-á a desenvolver a sua singularidade e autonomia pessoal, assim como a sua capacidade de se amar, valorizar e respeitar e interagir de foma equilibrada com os outros.

Esta é uma proposta que lhe agrada, neste momento da sua vida? Se sim, sinta-se muito bem-vindo(a)!

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Testemunho: Quem me rodeia diz que eu estou diferente...eu sinto-me diferente...


Cheguei aqui através de uma pessoa especial, amiga e companheira de caminhada de vida...

Confesso que já tinha tido contacto com o TE, há quatro anos atrás, mas como as coisas só acontecem quando têm de acontecer, nesse momento nada me disse, e desisti mesmo no início de um curso sobre Educação.

Um sentimento de busca, não sabia muito bem de quê, impulsionou-me para chegar até aqui.

O curso de Autonomia Afectiva surgiu num momento em que eu me sentia completamente perdida e confusa. Percebi que não me conhecia, que não me aceitava, que não me amava...todos os defeitos que eu via e detestava nos outros, não eram mais do que a projecção do que eu não aceitava em mim.

Devo dizer que "os abraços" me faziam confusão no início, por vezes me senti invadida. Aos poucos fui-me permitindo sentir que o abraço não é mais do que partilha, dádiva, incondicional e desinteressada.

Claro que muito para além de toda a parte teórica, que nos foi muito útil, as sessões de aprofundamento com o nosso grupo foram extremamente importantes.Guardo no coração os momentos de partilha, de entrega, de empenho, de coragem, de intimidade, de carinho entre todos. O Victor, pelo homem sensível, atento e carinhoso que é; a Raquelinha, pela vivacidade, dinamismo e brilho que irradia; a Martinha pela simplicidade, ingenuidade e frescura que tem; a Marieta pelo seu coração puro e ingénuo em busca de colo; a Aninha pela sua coragem, pelo seu olhar tansparente e pelo seu sorriso de luz; a Raquel pela sua candura e pelo seu instinto protector; a Teresa pela sua experiência de vida, a sua tranquilidade e maturidade; e de forma muito particular gostaria de sublinhar a Margarida, pela forma como vê e encara a caminhada que é a Vida, a forma como aceita o caminho e como se posiciona nele, a forma como nos mostrou como é possível abrir os braços, confiar, deixar-se conduzir, e aceitar que não somos mais do que peças de um puzzle onde somos únicos e ao mesmo tempo estamos ligados num todo... MUITO OBRIGADA MARGARIDA.!!!

Sublinho também o papel das nossas coordenadoras: a Rosa, pela sua Luz, Sabedoria e Humildade e a Manela pela sua Doçura maternal, Simplicidade e Tranquilidade, que nos conduziram ao longo deste trabalho. Aqui aprendi a sentir, ou melhor, a permitir-me sentir...Por isso sinto-me grata, muito feliz, sinto-me priviligiada por me ter sido dada a oportunidade de conhecer gente tão genuina e pura...de me sentir única, e ao mesmo tempo parte de um todo que somos todos nós...

BEM-HAJA A TODOS !!!


Sónia