quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quem é o Egoísta?



Se alguém me chama "egoísta", o que está a dizer-me?
Está a dizer-me "não penses em ti, pensa em mim."
Quem é o egoísta?

Desde há três ou quatro mil anos que o Talmude diz:
Se eu não pensar em mim, quem o fará?
E se eu só pensar em mim, quem serei eu?
E se não for agora, quando?

Existem três categorias de pessoas:
Uma, a que, quando tem frio, oferece toda a sua roupa de agasalho.
Outra, a que, quando sente frio, veste a sua roupa de agasalho.
E uma terceira que, quando sente frio, acende uma fogueira para se aquecer a si mesma e a todos os que queiram desfrutar do calor.
A primeira pessoa é suicida: irá morrer de frio.
A segunda é miserável: irá morrer sozinha.
A terceira é um ser humano normal, adulto e egoísta (acende a fogueira porque ele tem frio).
Eu quero ser aquele que acende milhares de fogueiras e, mais ainda, quero ser o que ensina milhares de seres humanos a acender fogueiras.
Definitivamente, não sou humilde.

Jorge Bucay

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Obrigado a todos os Amigos do T.E.


Desde que o Telefone da Esperança começou a operar em Portugal, primeiro formando voluntários (desde 2005) e depois, com a abertura do centro do Porto (em 2008) e a prestação dos vários serviços que disponibiliza, o sentimento da Amizade esteve sempre presente. Não sendo esse o nosso objectivo último, não deve ter havido ninguém que, passando pelos cursos do Telefone da Esperança não tenha feito novos Amigos. E diga-se que quando, no T.E.,  falamos de Amizade, referimo-nos a um sentimento genuíno e profundo que é o resultado de um encontro autêntico e sem máscaras entre as pessoas. Porque trabalhamos com crescimento pessoal e com emoções, não é raro verificarmos um curioso efeito secundário do nosso trabalho: fazem-se Amigos, muitas vezes para a vida...


Também, porque cada vez é mais reconhecida a qualidade, consistência e eficácia do trabalho que realizamos junto das pessoas que a nós recorrem (pedindo orientação em crise presencialmente ou através do telefone, procurando os nossos cursos de auto-ajuda e desenvolvimento pessoal, participando nos nossos programas de convívio "entre amigos"), cada vez são mais as pessoas que se identificam com a nossa forma de estar e nos apoiam - financeiramente, disponibilizando o seu tempo em regime de voluntariado, divulgando o nosso trabalho...

A nossa campanha Amigos 1 Euro está a ser um sucesso! E quanto nos honra saber que, todos os meses, tantas pessoas pensam em nós e activamente escolhem apoiar-nos!


Hoje é Dia do Amigo. Não podemos deixar que ele passe sem dizer a cada um dos nossos Amigos, muito obrigado! Continuaremos a trabalhar com todo o nosso empenho para merecer sempre a vossa amizade e confiança!


Um abraço cheio de Esperança e Gratidão! :)

Dia do Amigo


Para quem queira saber mais sobre esta celebração, retirámos esta informação da Wikipédia, que poderão consultar aqui.

"O Dia do Amigo, celebrado a 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.

A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Com a chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, ele enviou cerca de quatro mil cartas para diversos países e idiomas com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Febbraro considerava a chegada do homem a lua "um feito que demonstra que se o homem se unir com seus semelhantes, não há objetivos impossíveis".

Aos poucos, a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo, é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras .[...]"

segunda-feira, 18 de julho de 2011

... e o T.E, ontem, virou "Divino"


Ainda estou a vê-lo, lá cima, tipo estátua - inanimada, mas inspiradora de vida... Chapéu preto, em fatinho de ver a Deus, parecia contemplar o divino que da natureza emerge para o homem. Na sua postura, demoradamente imóvel, fez-me lembrar Valinclan que, no frio do bronze, sentado num banco da Alameda de Santiago, a olhar a Catedral, parece iluminar todo aquele espaço em que espirra a fina flor De uma Cultura Galega.

O picnic vai decorrendo e, em determinada altura, eu vejo-o ali já bem junto de nós. Desce para o lago, que fica perto. Velhinho, ao andar, parece pedir licença a uma perna para mexer a outra. A Maria Elisa, no seu jeito peculiar de fazer proximidade, vai buscá-lo e senta-o no meio de nós. Era um momento alto em que o grupo, animado pelos Cavaquinhos, ritmadamente, batia palmas em uníssono com a voz doce da Amélia. Em poucos segundo ele já está na Família T.E. Sorridente, bem humorado, quando é para levantar e dar uma de dança, o Snr Francisco (assim é a sua graça) aceita o braço que a Rosa, totalmente cega mas sempre bem disposta, lhe estende...

Porque as horas já a isso convidam, vamos para o lanche. Como novo membro do grupo de que já faz parte do grupo, não se faz rogado e lancha connosco. Todos querem saber quem ele é... Tem quase 92 anos. Está viúvo há 37. Vive com uma filha ali no bairro. Às 9.00h está no Parque. Fala com o guarda e os jardineiros de serviço. – Eles são a minha família...

Da boca do Sr. Baptista, ontem de serviço à guarda do Parque, ouvi mais isto: - Ele está num sino. Nem podem fazer ideia... Já me disse que não contava com nada disto!... Agora, durante os próximos dias, vai contar tudo isto, tintim por tintim, aos jardineiros e aos colegas que me venham substituir. A casa dele, praticamente, é aqui. O genro e a filha têm lá a vida deles, dão-lhe de comer e pouco mais. A família dele somos nós...

Ouço agora o Sr. Francisco e ele quer mostrar todos os documentos que comprovam a sua identidade: 03 de fev de 1920. A sua carteira parece a das avós – tão cheia está de fotografias dos filhos, dos netos e dos bisnetos. A vida nele ainda é Festa. E, porque parámos a acolhê-lo, aquela Festa foi-se derramando sobre nós.

À noite, antes de deitar, enviei um ms de alegria e gratidão para a Manela, para a Elisa, para a Irene – molas impulsionadoras destes encontros. Ouvi a voz da Mila a desafiar-me ao Partilho Contigo... Senti vontade de smsar a cada um... Porque é nestes momentos que eu melhor percebo a MISSÃO do T.E.- ser instrumento de humanização... Testemunhar que humanizar(-se) é emergir como pessoa e convergir para Comunhão... Sem que ninguém fique de fora.

Abel Magalhães

PIQUENIQUE TE 2011


Mais um dia encantador, este que reuniu em convívio a equipa de voluntários do Telefone da Esperança Portugal, famílias e tantos amigos! Partilhámos farnel, alegria, abraços e muitos sorrisos. Cantámos, dançámos, rimos e transformámos este domingo numa recordação a guardar, com carinho, nas nossas mentes e nos nossos corações.


Em breve, partilharemos os testemunhos dos participantes.

sábado, 16 de julho de 2011

O que é um Filho?



"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem.
Isto mesmo!
Ser pai ou mãe é o maior acto de coragem que alguém pode ter, porque é expor-se a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.
Perder?  
Como?  
Não é nosso, recordam-se?
Foi apenas um empréstimo."

José Saramago

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Oração de São Francisco de Assis

Independentemente das nossas crenças religiosas, perguntamos: E se cada um de nós vivesse esta bela oração de S. Francisco de Assis? Quais seriam as nossas escolhas? Como seriam os nossos dias? Como seriam os nossos relacionamentos? Como seria o nosso mundo? Que herança deixaríamos para as gerações vindouras?




Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.

São Francisco de Assis