sexta-feira, 13 de junho de 2014

Passeio às Aldeias do Xisto - 6 de julho

Com o objetivo de fomentar o convívio entre os nossos associados, voluntários, amigos e respetivos familiares, vimos por este meio convidá-lo(a) para o habitual passeio anual, desta feita às Aldeias do Xisto, mais propriamente, à aldeia Casal de São Simão.





Ponto de encontro: Sede do Telefone da Esperança (Rua Duque de Loulé, nº 98, Porto);

Meio de transporte: Autocarro;

Custo: 10€;

Inscrições: Até ao dia 30 de junho para Irene Fontoura, através do número 914091634.



domingo, 8 de junho de 2014

Como podemos contribuir para um melhor Ambiente?




Esta é a questão que muitas vezes nos colocamos. O ambiente é muito desvalorizado, tão maltratado que é pela maior parte das pessoas. Sem dúvida que é o resultado do tratamento que as pessoas individualmente, socialmente e politicamente lhe dão.

Teria muito gosto em escrever sobre políticas ambientais, no entanto, por melhores que sejam, caem por terra se individualmente não houver respeito pelo ambiente enquanto bem comum que é.

Muitas vezes, confronto-me com pessoas que me questionam “Porque é que hei-de cumprir as regras se os outros não cumprem?”. Replico”Um pequeno gesto influencia o resultado”. De imediato respondem “Porquê eu?”.

Se cada pessoa tiver gestos sistemáticos de reciclar, reutilizar e de reduzir (3R) e se disseminar essa prática pelas pessoas que conhece e se, no limite, apenas uma dessas pessoas iniciar essa prática é um começo. Todos podemos ser pioneiros neste movimento de sensibilização e respeito para com o ambiente, se assim o quisermos.

O respeito está na base do comportamento proativo e a responsabilidade sustenta esse comportamento ao longo do tempo.

Porque é importante abordar esta questão? Porque a vida das pessoas depende também do ambiente.

Quem não respeita o ambiente terá dificuldades em respeitar o que quer que seja. É importante criar o hábito do respeito pelo que é mais básico na vida e pelo que é comum. Havendo o hábito criado, o resto é inquestionável.

Em modo de reflexão:

  • Quais são os seus gestos em prol do ambiente? 
  • Quais são os seus hábitos? 
  • O que tenciona acrescentar aos seus hábitos atuais? 
  • O que o impede de ser proativo no respeito pelo ambiente?

Vale a pena pensar nisto. É por si e por todos nós!


Autora
Armanda Martins, formadora e voluntária da nossa associação.


terça-feira, 3 de junho de 2014

Biodanza Crianças e Família - 15 de junho

Sob o mote do Dia Mundial da Criança e porque todos os dias são bons para celebrar a nossa Criança Interior, vimos por este meio convidá-lo(a) para uma sessão de Biodanza especialmente dedicada aos mais pequenos (mas também para os mais graúdos :-)).



Facilitadoras: Ana Maria Silva e Marta Caramez

Data e hora: domingo, 15 de junho, pelas 10h30m

Local: sede do Telefone da Esperança

domingo, 18 de maio de 2014

Curso "Aprendendo a Viver" - 26 de junho


"É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer."
Aristóteles



A qualidade da nossa vida está diretamente dependente da qualidade dos nossos pensamentos. Logo, se formos capazes de escolher os pensamentos que nos habitam, conseguiremos atingir níveis mais positivos de satisfação e bem-estar. Na verdade, não há limite para o que é possível fazermos se programarmos adequadamente a nossa mente.

Estes pressupostos dão o mote a esta proposta formativa que proporciona ao participantes um conjunto de ferramentas e competências para a construção ou consolidação da sua felicidade.

Temáticas abordadas
- Aprender a lidar com as preocupações
- Aprender a pensar
- Aprender a enfrentar os problemas e não procrastinar
- Aprender a não complicar a vida aos outros
- Aprender a confiar
 


Metodologia
-  Formação teórico-prática com componente experiencial.
- Sessões presenciais em grupo pequeno (entre 7 e 10 participantes) orientadas por um coordenador.
- São entregues documentos de estudo para trabalhar em casa, durante a semana, tendo por base exercícios temáticos de aprofundamento. 

Duração
O curso consiste em 9 sessões com periodicidade semanal, de 2 horas cada.

Local e Horário
Sede do Telefone da Esperança, quintas-feiras (das 19h às 21h), com início a 26 de junho.

Contribuição
20€/pessoa 

Inscrição
1. Preencha o formulário online;
2. Faça a transferência bancária para o NIB 0010 0000 41841920001 06 (BPI);
3. Envie a respetiva cópia do comprovativo de pagamento para
 formacao@telefonedaesperanca.pt.


quinta-feira, 15 de maio de 2014

O meu filho é hiperativo?




Atualmente assistimos a uma banalização do termo “Hiperatividade”, se a criança é mais irrequieta, mais ativa ou mesmo se lhe custa mais concentrar-se diz-se logo, “deve ser hiperativa”… Mas como saber se realmente o seu filho é ou não é hiperativo?

Segundo o manual estatístico de diagnóstico das perturbações mentais (DSM IV), no leque das Perturbações Disruptivas do Comportamento e do Défice de Atenção, encontramos a Perturbação de Hiperatividade com Défice de Atenção (PHDA). Esta é uma perturbação neurobiológica que resulta de alterações no funcionamento do sistema nervoso. Caracteriza-se por um desenvolvimento inadequado das capacidades de atenção e, em alguns casos por impulsividade e/ou hiperatividade.
São reconhecidas três formas de apresentação da PHDA, de acordo com os sintomas:

Predominantemente Desatento
Dificuldade em prestar atenção e manter a concentração por períodos de tempo a assuntos que são pouco interessantes para a criança.

Predominantemente Hiperativo & Impulsivo
Dificuldade em manter-se sossegado no mesmo local quando a tarefa ou conversa que está a ouvir não é interessante para a criança. Outro aspeto é a dificuldade em parar para pensar/analisar as consequências da ação que está prestes a iniciar.

Combinado Desatento + Hiperativo
É o mais comum dos 3 tipos de hiperatividade. A criança é desatenta, hiperativa e impulsiva.


O diagnóstico da PHDA é comportamental, isto é, baseia-se na identificação e caracterização dos seus sintomas. De seguida, listam-se alguns dos sintomas mais recorrentes nesta perturbação:


  • Não prestar atenção suficiente aos pormenores ou cometer erros por descuido nas tarefas escolares, no trabalho ou noutras atividades lúdicas;
  • Ter dificuldade em manter a atenção em tarefas ou atividades;
  • Parecer não ouvir quando se lhe dirigem diretamente;
  • Não seguir as instruções e não terminar os trabalhos escolares ou outras tarefas;
  • Ter dificuldade em organizar-se;
  • Evitar as tarefas que requerem esforço mental persistente;
  • Perder objetos necessários a tarefas ou atividades que terá de realizar;
  • Distrair-se facilmente com estímulos irrelevantes;
  • Esquecer-se com frequência de atividades quotidianas ou de algumas rotinas;
  • Levantar-se na sala ou noutras situações em que se espera que esteja sentado;
  • Correr ou saltar excessivamente em situações em que é inadequado fazê-lo;
  • Movimentar excessivamente as mãos e os pés e mover-se quando está sentado;
  • Ter dificuldade em dedicar-se tranquilamente a um jogo;
  • Agir como se estivesse ligado a um motor;
  • Falar em excesso;
  • Precipitar as respostas antes que as perguntas tenham acabado;
  • Interromper ou interferir nas atividades dos outros (intrometer-se nas conversas ou nos jogos);
  • Ter dificuldade em esperar pela sua vez.


Para o diagnóstico do défice, é necessário que existam pelo menos 6 sintomas de desatenção e/ou de hiperatividade-impulsividade, com uma duração superior a 6 meses, com as primeiras manifestações antes dos 7 anos de idade, presentes em pelo menos dois contextos ambientais da criança (por exemplo, em casa e na escola), perturbando o desempenho tanto a nível académico como social. Estes sintomas não podem ser explicados por outras perturbações neurobiológicas.

No processo de avaliação, são utilizados questionários que permitem quantificar os comportamentos e compará-los com o que é habitual nas crianças da mesma idade. São habitualmente preenchidos por pais e professores, de forma a obter informação de dois contextos.

Em algumas situações poderá ser necessária uma avaliação psicológica ou psicopedagógica, que pode incluir testes mais objetivos de atenção e permitir diagnosticar outras situações, cujos sintomas são semelhantes, ou que surgem associadas à PHDA.

O importante é fazer uma avaliação compreensiva do problema, com a colaboração do médico, do psicólogo, dos professores e dos pais. Um diagnóstico correto conduzirá ao tratamento eficaz do problema.


Autora
Sónia Costa, psicóloga e voluntária da nossa associação.


Fonte bibliográfica
  • DSM-IV Casos Clínicos;
  • Desordem por défice de atenção e hiperatividade – um guia para pais, educadores e professores.


Sites de apoio

terça-feira, 13 de maio de 2014

O que é a Vocação?






O significado de vocação é a ação de chamar, de invocar, de denominar(-se). É a tendência ou inclinação natural que direciona alguém para uma profissão específica, para desempenhar determinada função, para um trabalho.

Por norma associa-se a palavra vocação à área profissional. 

As grandes questões que se colocam referentes a este tema são:
  •         Qual é a minha vocação?
  •         Qual é o benefício de conhecer a minha vocação?
  •         Como saber qual é a minha vocação?

Estas questões são aportadas aos adolescentes quando necessitam efetuar escolhas escolares e que, de algum modo, começam a traçar um caminho profissional. Com a elevação do nível de consciência do indivíduo, é comum que este se requestione acerca da sua vocação, contudo não há um momento certo de a colocar em prática. O processo da descoberta da vocação é individual e pressupõe um trabalho ao nível da análise das aptidões técnicas (exames psicotécnicos) e uma reflexão sobre os valores de existência do indivíduo. A relação existente entre o sistema de valores individuais e a vocação é diretamente proporcional, isto é, quando o indivíduo vive os seus valores em contexto laboral, então a sua profissão é a sua vocação e, para além disso, estabelece-se uma relação de congruência entre o indivíduo e a sua arte.

Assim, em primeiro lugar é pertinente que cada indivíduo compreenda o seu sistema de valores. Esta abordagem poderá ser efetuada a partir da indagação acerca das atividades preferidas e os sentimentos associados ao desenvolvimento dessas mesmas atividades. O fio condutor é “quando fazemos o que gostamos, não trabalhamos, pelo contrário, divertimo-nos”.

Os benefícios de conhecer a vocação e fazer da vocação a atividade profissional, ou fazer da vocação um complemento à atividade profissional, são a congruência dos valores com a vida diária, a harmonia nas diferentes áreas da vida, a satisfação por se fazer aquilo que se gosta e daí resultam orgulho, alegria e leveza em todos os processos associados e, logo, equilíbrio.
Qualquer indivíduo está a tempo de encontrar a sua vocação e de elaborar um plano para a introduzir na sua vida (caso ainda não o tenha feito). O segredo da vida está nos detalhes e a vocação é apenas um... que importa e muito!



Autora
Armanda Martins, formadora e voluntária da nossa associação.


  

sábado, 3 de maio de 2014

Telefone da Esperança Portugal: a nossa história (Parte II)





O dia da abertura foi magnífico e memorável! A alegria – partilhada com muitos companheiros de outros centros do TE de Espanha – foi contagiante e mostrámos a todos a nossa incomparável arte de bem acolher! E ainda mais inesquecível do que a festa no Ateneu Comercial do Porto foi sabermos que, pela primeira vez na nossa história, a nossa linha telefónica de apoio em crise esteve disponível. Um número a não esquecer: 222 030 707. Das 20 às 23 horas. Do nosso lado, voluntários formados e capacitados na exigente arte da Relação de Ajuda. Do outro, pessoas com todo o tipo de crises de natureza emocional, procurando caminhos e soluções e requerendo uma escuta ativa, atenta, empática.
A esse primeiro dia de orientação em crise seguiram-se todos os outros dias até hoje, dias em cada um dos nossos voluntários escolheram o serviço [tantas vezes implicando enfrentar o frio, a insegurança da noite ou a inconveniência das deslocações] a todas as outras alternativas mais confortáveis. E se dispuseram a formar-se continuamente na arte de saber ajudar.
Importa saber de que outras formas servimos a comunidade nestes 5 anos após a inauguração:

  • Continuámos a desenvolver formação de vanguarda, quer em matéria de Relação de Ajuda quer em diferentes dimensões do desenvolvimento pessoal. Quem fez formação no TE conhece o seu impacto transformador. [Costumo pensar que damos às pessoas as ferramentas de vida e de comunicação de que necessitam para nunca terem que recorrer, em crise, à nossa linha telefónica de apoio…]
  • Organizámos eventos culturais, atividades de partilha de saberes e emoções, abrindo espaço para que se conheçam os talentos dos nossos voluntários e amigos.
  • Conseguimos fazer da sede do TE um espaço de confraternização e encontro pessoal de excelência.
Nos bastidores, os nossos voluntários foram-se empenhando em várias atividades [tantas delas discretas] que permitiram que tudo acontecesse: o cuidado com a acolhedora sede do TE, que é quase uma segunda casa para alguns de nós [quem ainda não se deliciou com uma chávena de chá e bolachas sentado à mesa da nossa cozinha está deste já convidado a fazê-lo…], a organização dos eventos e das atividades, a comunicação e divulgação, a tradução dos materiais da formação, a celebração das datas importantes [com a amorosa criatividade da equipa dos afetos], a criação de artigos [tantas pequenas obras de arte!] para presença e venda nas feirinhas de angariação de fundos, a criação e manutenção das ferramentas online, a cobertura fotográfica dos eventos, etc… etc…
Esta articulação da boa vontade, competência e talento dos nossos voluntários tem sido o fator crítico de sucesso do TE até hoje. 


Em 2012 assumi a presidência da direção do Telefone da Esperança Portugal, com uma equipa muito competente e entusiástica. Neste momento, os nossos três grande objetivos são: consolidar a estrutura e sustentabilidade da associação, aumentar a visibilidade e a acessibilidade dos nossos serviços a todos que deles possam necessitar ou beneficiar e reforçar a nossa capacidade de resposta [nomeadamente com o início da orientação presencial por profissionais: psicólogos, técnicos de serviço social, juristas]. A médio prazo, queremos também criar centros noutras cidades portuguesas para podermos assegurar uma resposta de proximidade a pessoas de outras regiões do País.
Pela frente temos grandes desafios: continuarmos a ser fiéis aos princípios que nos norteiam, sermos cada vez mais competentes e eficazes no serviço que prestamos… Para isso, precisamos que cada voluntário continue comprometido com esta causa. E que novos voluntários se juntem a nós.
Cada vez mais pessoas precisam do tipo de respostas que nós sabemos dar: a escuta ativa, a aceitação incondicional de cada pessoa, as ferramentas de vida e de comunicação que são fundamentais para a construção de vidas felizes.
Direta ou indiretamente, estamos a fazer a diferença na vida de centenas de pessoas. Acredito, sinceramente, que estamos a promover a construção de um mundo mais saudável e mais feliz.
Sinto-me verdadeiramente privilegiada por pertencer a esta organização e sentir-me membro desta família. E por isso, é com alegria que convido todos aqueles que se sentem chamados a crescer enquanto Pessoa, a virem conhecer o Telefone da Esperança, experienciarem a formação que colocamos ao seu dispor e, quem sabe, descubram se o voluntariado na nossa Associação poderá constituir um presente nas suas vidas. 

Assim, convido os leitores a descobrirem o Telefone da Esperança e o trabalho que desenvolve:
  • Consultem o nosso blogue, aqui  [podem inscrever-se para receber automaticamente as atualizações];
  • Sejam nossos amigos no facebook, aqui.
  • Visitem-nos nas nossas instalações no Porto [Rua Duque de Loulé, 98, 2º esq., Porto].
  • Falem com os nossos voluntários;
  • Participem na formação que promovemos e convidem os vossos amigos;
  • Divulguem os nossos serviços de apoio em crise a todas as pessoas do vosso entorno que possam necessitar de apoio.  
Acredito mesmo que estamos a conseguir espalhar a Esperança em Portugal. Curso a curso, chamada a chamada, palavra a palavra, abraço a abraço. E ainda há tanto a fazer! Se achar que esta missão pode ser a sua também, junte-se a nós!

Um abraço afetuoso,

Natacha Soares Ribeiro
(em Blog Partilho Contigo)